Disney é Disney.

Tem alguém que não conheça a história da Rapunzel? Ah não, peraí, falei bobagem… deve ter. Afinal de contas, a gente tá vivendo naquela época em que é capaz de ter gente que não conhece Bill Murray ou, pior ainda, Gandhi. Então, certamente deve ter gente que não conhece Rapunzel, ou a Branca de Neve, ou A Bela e a Fera… e vários outros contos clássicos que foram transformados em animações memoráveis da Disney. Diversas das quais, pasmem, fazem parte das memórias da minha infância. Sim, eu também já fui criança, e não, eu não passava minhas manhãs afiando um machado antes de ir pra escola.

A história do filme é baseada no conto de fadas alemão Rapunzel, onde uma jovem é presa por uma bruxa. A jovem é confinada a uma torre, e um belo dia (como em todo conto de fadas), um príncipe escuta ela cantando e vai atrás da voz. Os dois se apaixonam, e blá blá blá, e todo mundo sabe que todos viveram felizes pra sempre. No filme, algumas coisas são alteradas: a Rapunzel é que é a princesa, que é raptada por uma véia coroca que não é exatamente uma bruxa, porque ela nasceu com os poderes duma flor. Uma flor que tinha os poderes dum raio de sol que caiu no chão (!) e que foi usada pra fazer uma poção pra Rainha, que tava dodói.  E o príncipe não é príncipe, é um ladrão. E tem um camaleão e um cavalo no meio da história. Não, não é um camaleão de montaria e um cavalo que troca de cor. Consegui deixar vocês tontos e obrigar todo mundo a ler duas vezes esse parágrafo?

Mas sobre o filme, ele não é o melhor filme da Disney. Não tá nem entre os 10 melhores deles. Tendo isso em mente, porém, é bom salientar uma coisa: ainda é um filme da Disney, o que significa que é divertido pra caramba. Todas as fórmulas tradicionais da Disney tão ali: os bichos que não falam, mas são tão inteligentes quanto qualquer pessoa, a princesa, a magia, dois personagens que não têm uma fala sequer e são ridiculamente expressivos (o Rei e a Rainha, que protagonizam uma das cenas mais tristes do filme, que quase me fez chorar. Quase), a cantoria, e todas essas coisas aí. E por falar em “todas essas coisas aí”, pra variar quem rouba a cena no filme são o camaleão e o cavalo: embora não interajam muito juntos, algumas das cenas mais engraçadas são protagonizadas por algum deles, e eu não vou dar detalhes pra não tirar a graça. A história do filme é bem típica de contos de fadas, embora essa “reimaginação” do conto da Rapunzel traga um frescor à narrativa, e manteve um ritmo legal, já que em nenhum momento o filme se tornou cansativo de assistir (afinal de contas, um marmanjo de 25 anos dentro do cinema pra assistir um desenho, seria de se imaginar que em algum momento eu puxasse o celular pra twittar ou pra ver a hora, ou algo do naipe). Não que ele fizesse o mesmo que Distrito 9 (primeiro exemplo que me veio à cabeça) e me mantivesse quase sem respirar em alguns momentos, prestando atenção SÓ no filme. Mas acho que deu pra entender.

Enfim, não é à toa que o Tarantino disse que Enrolados foi um dos filmes favoritos dele em 2010. Embora não seja nem um pouco inovador (em termos de animação), ele serve como ótimo exemplo de uma “atualização” por parte da Disney. Fica claro o quanto a linguagem tradicional deles foi alterada pra incluir esse humor levemente mais sarcástico, em comparação ao que geralmente é do feitio da Disney. Mas pra mim, o mais importante não é essa atualização, e sim a forma como foi executada. Embora seja notável uma linguagem mais moderna por parte do estúdio, também se nota um respeito às tradições que é quase palpável. Durante o filme, eu não pude deixar de notar o quanto eu estava me divertindo e, pra falar a verdade, tinha voltado a ser criança (grande), e estava tão emocionado quanto minha afilhada de 8 anos: quase em uníssono, estávamos os dois lá, rindo com as palhaçadas do ladrão Flynn fugindo do cavalo Maximus, ou com as cenas hilariantes protagonizadas pelo camaleão Pascal, torcendo pra que os heróis conseguissem escapar dos vilões, e quase chorando junto com o Rei, numa cena que demonstrou o talento dos artistas da Disney ao criar uma cena extremamente emotiva, e sem nenhuma palavra. Tu consegue sentir a dor do pai separado da filha, simplesmente pela expressão triste, que contrasta com a altivez da figura (sério, eu fiquei impressionado com a linguagem visual da cena).

Enfim, Enrolados é um filme divertido, engraçado, e que certamente vale o ingresso dos pais que vão acompanhar a criançada. Afinal de contas, valeu o meu ingresso pra acompanhar as sobrinhas, já que eu dei muita risada dentro do cinema no domingo, e voltei a ser criança por mais ou menos duas horas.

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O post que vai me render um processo

É, sério. Eu vou ser processado por uma patota aí. Uns tão dizendo que o Gus Lanzetta é um gordo inútil que não sabe organizar uma passeata contra a proibição de CS, defendendo outros que tão se empenhando de forma louvável a não apresentar porra nenhuma. Eu sei que tô sendo meio ácido, mas na verdade é o seguinte: o Moacyr Alves Jr, “cabeça” do jogo justo, tá aí um tempão com esse papo de campanha. E eu não acho isso ruim, pelo contrário: o que ele tá fazendo é louvável. Agora, PORRA MOACYR! Críticas vão vir, ainda mais depois de meia dúzia de anos sem resultado. Houveram progressos? Houveram. Teve umas promoções legais. Tipo aquelas de desova de jogo velho por 99 reais. Alguns, por 70! Mas que barbada, vejam só.

Alguns aí não devem ter entendido porra nenhuma, certo? Pois então, o Gus publicou este post aqui, que resultou na irritação por parte do Moacyr. Até aí, beleza: se alguém me disser “tua coluna no jornal é uma porcaria, e não vai mudar a opinião de ninguém, o pessoal só lê porque tu é gordo e fala bobagem“, eu não vou gostar (por mais que seja verdade), mas porra, ameaçar de processo? Ficar cocôzinho, como diria meu irmão? Ah, peraí gente: é a internet. Não leve ela a sério demais.

É, tá bom: não leve nem um pouco a sério, pra falar a verdade.

Agora que tá explicado o que aconteceu (pra quem teve saco pra clicar em todos os links), vamos ao que eu acho: que é tudo uma patuscada. O Gus foi lá e se aproveitou pra usar o bom e velho sarcasmo, e me fez gargalhar com o post. Aí

vem o Moacyr e a patota dele, revoltados, com seus forcados e tochas, querendo queimar a internet. Pô gente, também não é por aí, levem mais na calma. Recursos de “agora o gordinho tá apertando dizendo que é blog de humor” é palhaçada. O Freeko é um blog de humor (que eu não acompanho), e na real, pra mim A INTERNET INTEIRA é um blog de humor, capisce? Então, descansem seus forcados, larguem as foices e tochas, e vamos parar com essa palhaçada toda.

Até começar isso aí, eu achava o Jogo Justo um lance tri massa, curtia pra caramba a iniciativa do Moacyr por um “mundo melhor para o Gamer brasileiro”. Depois dessa? Patota que quer se aparecer.  Ora, chegar dizendo que “é por causa de Gus Lanzetta e gente que nem ele que o Brasil não vai pra frente”? Porra, o Brasil não vai pra frente é porque a maioria que vota não é quem LÊ jornal, é quem limpa a bunda com ele. E aí tu perde as esperanças com um projeto com o Jogo Justo, um pouco por recalque, um pouco por decepção. Tu entrar em contato com o cara, pedindo informações pra publicar no jornal no sábado (na minha coluna insignificante que ninguém lê, e não muda a vida de ninguém, exatamente como a internet), fazer um par de matérias legais sobre o Jogo Justo, e blá blá blá. E aí ser ignorado. Aí me bateu um recalque né? PÔ Moacyr, meu BLOG na INTERNET cara! É um troço muito sério, eu ser excluído da atenção de um projeto tão inovador.

Sarcasmo à parte, eu sempre relevei o fato de que o projeto tava por ai, o Moacyr de 10 em 10 minutos posta alguma coisa do naipe de “É o Jogo Justo fazendo e acontecendo”, “É o Jogo Justo evoluindo”, mas toda essa evolução não me rendeu porra nenhuma. Eu não comprei NENHUM jogo mais barato que fizesse DIFERENÇA. Mas ainda assim, eu apoiava, falava pra todo mundo, e tinha fé que, com ajuda de políticos, jogando com os interesses deles e os nossos, dava pra atingir um meio termo. Conseguir games num preço menos ridículo, e fortalecer a NOSSA economia no país. E aí tu vê uma dessas.

Mas não devemos perder fé, afinal, eles conseguiram aquela liquidação do Ponto Frio com games a 35 reais,  ou então o lançamento de Starcraft 2 no Brasil a 49,90… ah, peraí, não foi eles que conseguiram? Como é? A Blizzard acabou por notar que existem gamers no Brasil sem ninguém entrar em contato? Interessante.

Viu só como é fácil detonar o trabalho dos caras? Quem tá na chuva, é pra se molhar. Ainda mais quando tu fica fazendo palestra por aí e dizendo que vai fazer e acontecer de 10 em 10 minutos… mas o teu público-alvo, as pessoas de quem tu pede apoio  e pra quem isso vai mudar alguma coisa não vêem mudança nenhuma. A não ser pelas tais liquidações de estoque, por preço de lançamento usado(só ver na YouGame como tu consegue bem mais barato, por exemplo).

 

E o que eu tomo disso tudo? Fora tomar um processo, já que eu tenho quase certeza que o pessoal do Jogo Justo vai querer me processar, e querer que eu tire o post do ar (coisa que já aviso, podem vir com a intimação judicial na mão, eu também quero ser processado e ficar famoso), eu também tomo por conclusão que as pessoas levam a internet a sério demais. E que elas não sabem tomar uma crítica (por mais ácida, sarcástica ou, como no caso das palavras acima, babaca que seja) sem fazer um mimimi infernal.

 

Agora já perdemos tempo demais com o assunto: voltem às suas vidas normais, que não mudaram em porra nenhuma.

Dia do Jogo Justo traz lançamento de associação mais barata [RePost]

Esse é o post original do Gus Lanzetta, que foi tirado do ar e gerou todo o bafafá. O texto abaixo da imagem a seguir é dele, sem alterações da minha parte, só ctrl+c, ctrl+v do e-mail. E as imagens eu reduzi porque tava com preguiça de esperar o upload.

Chegou agorinha mesmo um release da Rosa Arrais Comunicação (Oi Rosinha!) e nem o UOL teve tempo de lidar com isso tudo aí.

Que o dia do Jogo Justo (TM) tava chegando você já DEVIA saber. A novidade que tá no release é que a turma da Mônica do Moacyr Alves Jr., “administrador de empresa e colecionador de jogos”, vai também “lançar” uma associação. Pois é, a novidade é que agora é possível lançar associações. Ninguém ainda sabe se será possível defenestrá-las em um futuro próximo.

A Acigames – Associação Comercial, Industrial e Cultural dos Videogames está vindo para… Enfim, o release não diz, mas aposto que ela vai dar muito pro Moacyr e os “amigos” fazerem.

O papo que rola por aí é que o objetivo é LANÇAR o game ABRAGAMES vs Acidgames – Fight For The Finish pra tudo quanto é console. Até o Zeebo vai entrar na parada através da iniciativa Zeebo Justo.

Marcos Khalil, CEO da rede UZ Games

O presidente da associação é Moacyr Alves Jr, idealizador do projeto Jogo Justo, e o vice-presidente é Marcos Khalil, empresário e CEO da rede de lojas UZ Games [Nota do editor: É tipo a Gamestop, mas não encosta nos jogo, mininu!].“A redução dos impostos pode alavancar as vendas de jogos, a exemplo do que aconteceu com o México, onde o mercado de games cresceu oito vezes depois da diminuição da carga tributária”, afirma Khalil, um dos apoiadores da iniciativa desde o primeiro momento, e que como forma de incentivo à causa exibe o logo da campanha nos jogos vendidos nas lojas UZ Games. Segundo ele, o chamado mercado cinza (distribuição e venda de produtos via canais não autorizados pelo produtor) e a pirataria seriam problemas muito menores caso o Brasil tivesse um mercado forte.

Olha lá os caras falando do México de novo! Gente, memórias de EGS 2004, #todoschora, né?

O principal evento programado para o dia 29 de janeiro será realizado em São Paulo, na Faculdade Impacta, com a presença de Moacyr Alves Jr., que fará a apresentação do projeto e da Acigames, e de políticos como os deputados federais Luiz Carlos Busato e Willian Hoo, o vereador Galdino dos Santos, e o advogado tributarista Marcos Chien.

A lista de coadjuvantes só aumenta, assim garantindo entretenimento de peso para toda a família. As fontes do Freeko ainda procuram confirmar os boatos de que um comediante stand-up brasileiro vá fazer parte da trupe.

 

Porquê eu gosto tanto de videogame

ATENÇÃO: há spoilers massivos de Bioshock abaixo. Se (inacreditavelmente) tu ainda não jogou o game, faça um favor a todo mundo e vá imeditamente se enforcar em um pé de couve jogar o mesmo.

 

Eu já salvei a galáxia (umas 3 vezes). Fui um fora-da-lei na fronteira do México, e trabalhei pra Máfia em Vice City. Enfrentei monstros de pedra e pêlo, me tornei um espírito que pulava de corpo-em-corpo, e fui caçador de recompensas. Já salvei um primo que foi raptado pelos russos, e um tempo depois fui um russo sobrevivendo em um mundo pós-guerra-nuclear. Já salvei a mesma princesa 79 vezes (42 vezes a zelda, e umas 67 a Peach, com aquela maniazinha irritante de sempre estar em outro castelo), pilotei robôs gigantes e naves espaciais, enfrentei ogros e trolls e cacei vampiros. Eu já comandei Terran Marines contra uma raça de alienígenas psíquicos, pra depois me aliar a eles contra o Enxame.

Já fui pirata, físico nuclear armado com um pé-de-cabra, agente especial da FOXHOUND, herói, vilão, soldado de elite do futuro que explodiu um planeta em forma de anel. Salvei o mundo de uma invasão infernal, pra depois invadir o inferno e garantir que isso não aconteceria de novo. Me perdi no mar em um acidente de avião, pra descobrir que meu pai era o criador de uma cidade decadente no fundo do mar. Explorei uma nave abandonada em busca da minha namorada e fui aterrorizado por monstros mutantes. Fui um skatista mundialmente renomado, guitarrista aclamado(apesar de só tocar covers), sobrevivi a um apocalipse de zumbis (vários apocalipses, na verdade, e de formas diferentes), saí pelas Terras Ermas atrás de um Garden of Eden Creation Kit, e busquei vingança contra o desgraçado que me deu um tiro na cara e me deixou por morto numa cova rasa.

Eu acho que nunca coloquei dessa maneira, mas um bom jogo é como um bom livro. Ok, alguns dos exemplos acima certamente não têm histórias tão envolventes, cativantes e imersivas quanto um bom livro, mas que eu quero dizer é: outros tantos têm, e em vários casos. Em alguns desses casos, são até mais imersivos que um livro, pois tu não tem que imaginar o personagem ali fazendo traquinagens e tu assistindo tudo de camarote. Tu que controla o personagem. Foi o que, como o Affonso (Solano, do MRG) citou, me fez não ter vontade de sair correndo o tempo todo no Red Dead Redemption, como se faz no GTA, pra chegar mais rápido na missão. A ambientação, a imersão do jogo é tão boa, que tu te sente dentro do personagem. Porra, quando o meu primeiro cavalo (que eu dei o nome de White Lightning, por causa da cor) morreu, eu fui no bar de Armadillo e tomei um porre homérico, e saí dando tiro pro alto na rua, de brabo.

E RDR não é nem o melhor exemplo de imersão que eu já vi: eu costumo sempre citar Bioshock nas conversas sobre o assunto, mais especificamente sobre a cena onde Andrew Ryan, até então o vilão ganancioso e sem coração do jogo, revela ser o pai do personagem, e literalmente se sacrifica pra conceder ao filho a liberdade, em um dos momentos (pra mim) mais memoráveis da história dos games, quando, sem sair da visão de primeira pessoa, o jogo te obriga a ver a morte do cara que tu não quer mais morto, sem trocar a perspectiva, como vários games já fizeram. E pode-se notar, ao longo do game, como nunca é alterada a perspectiva: sempre acompanhamos tudo, incluindo as cutscenes, sob uma perspectiva interna. E, ao contrário de Half-Life (onde em alguns momentos fica subentendido que o Gordon Freeman disse algo, embora o jogador não escute som algum), a própria estrutura dos diálogos sugere que o protagonista permanece o tempo todo em silêncio. E a jogada mais bem sacada é, quando na cena citada anteriormente, o véio Ryan te revela que tudo que tu fez até agora, embora pensando que por vontade própria, foi provocado pelo “would you kindly” dito por Atlas. Nesse momento, tu percebe que os “trilhos” do game são escondidos com maestria pelo roteirista, pois a tua reação natural durante o jogo foi seguir as instruções dele, afinal de contas… “era pra seguir adiante com a história do jogo”. Mas prestem bem atenção na meta-linguagem utilizada aqui: o jogador, prontamente, seguiu todas as ordens do Atlas até então, e fica com a impressão de que a influência da frase “would you kindly” se estende além das fronteiras do personagem, reforçando a impressão do jogador e do personagem serem um só, por aquele curto período de tempo. E depois disso, a reação natural de querer vingança é (corretamente) presumida pelo roteiro, direcionando o jogador ao confronto final com aquele que o manipulou durante esse tempo.

 

Mas voltando ao foco da minha comparação com livros: como em um bom livro, um bom jogo prende a nossa atenção, faz com que acabemos por nos importar com personagens que não existem de verdade, e nos traz aquela sensação gostosa de ter participado de uma aventura impossível na vida real. Não necessariamente uma fuga, e sim, uma diversão à parte, um exercício criativo e empático, onde a gente veste os calçados de outra pessoa, ou em alguns casos específicos como nas séries Fallout e Mass Effect, podemos interpretar diferentes pessoas em diferentes situações. Mas e com isso, estou tentando dizer que games podem, ou até mesmo devem substituir os livros? Muito pelo contrário. A minha percepção da semelhança entre uma boa história em um game e o mesmo em um livro é justamente decorrido da minha abundante leitura durante a infância/adolescência. O fator determinante pra isso? Eu não tinha muito saco pra ficar lendo as “leituras recomendadas” (leia-se “chatas pra cacete”), então eu torrava os professores pra fazer o trabalho sobre algum livro que eu tinha interesse. Ao invés de fazer sobre Clarice Lispector, Graciliano Ramos, Machado de Assis, ou algum outro autor pro qual eu não dava a mínima no meu tempo de rebelde sem calça causa, eu fazia sobre algum livro que eu gostei de ler, o que me levou a conhecer a (excelente) série Perry Rhodan, muito melhor do que (e anterior a) Star Trek  (Trekkies, tremei!), e pérolas como Pilares da Terra, de Ken Follett (baita livro descrevendo alguns costumes medievais comuns, sobre os quais eu não fazia a menor idéia) e Ramsés (que por algum motivo, eu acabei nunca terminando de ler, e acabei por largar de mão mais tarde por faltar de paciência).

Enfim, acho que isso pode dar uma luz à gurizada que me conhece pessoalmente e se pergunta como diabos eu consigo passar tanto tempo em volta do videogame, ou porquê diabos eu sou tão entusiasta do mesmo, esse é um dos grandes motivos dentre tantos outros, como por exemplo “em que outro lugar eu poderia explodir tantas cabeças, matar meus amigos, e não ser preso nem ir pro inferno?” e “PORQUÊ EU GOSTO, mãe. Pára de me incomodar”, e inúmeros motivos sem fim que tornam o videogame um hobby tão legal quanto paintball, mas que dá pra fazer todo dia depois do trabalho.

E pro pessoal que curte games como eu, fica como food for thought.

 

Fonte da imagem

De volta dos mortos

alteredbeastE depois de um hiato de quase 2 anos, RAIS FONORGREI! Trago o blog de volta à vida. Fiz uma faxina, arrumei as categorias (que ainda vão sofrer alguns ajustes, provavelmente), e vou postar quando me der na telha. O que significa que talvez tenha um post todo dia ao meio dia, ou todo dia de noite, ou uma vez por semana.

Mas falando sério, sempre que eu tiver algo que preste pra falar, faço um post aqui. Os que acompanham o Jornal Ibiá verão algumas versões resumidas do que for publicado aqui, sendo impresso aos sábados. É extremamente improvável que vocês vejam posts só pra colocar algum vídeo muito legal do youtube, ou algum post-relâmpago do naipe. É altamente provável que vocês vejam aqui resenhas de games e filmes, lançamentos ou não, baseados na minha opinião. O mais importante é essa parte: a minha opinião. Eu não vou ficar quebrando a cabeça pra fazer algo imparcial. Ao invés disso, vou expor as minhas idéias sobre os assuntos, e no espaço dos comentários, vocês podem concordar, discordar, me mandar à merda, ou declarar amores por mim.

Nailed it.