Dia do Jogo Justo: Parecer desavergonhadamente atrasado

É, eu devia ter postado isso no final de semana passado já. Mas eu não tenho vergonha na cara, e tô bostando só essa semana por 3 motivos:

1) Preguiça de escrever no final de semana e postar no blog na segunda;

2) Também escrevi pra entregar pra coluna no Ibiá dessa semana;

3) Queria “esfriar a cabeça” depois de ver algumas atitudes do Moacyr das quais eu discordo (e não queria que isso influenciasse o texto);

4) Queria ver a repercussão do Jogo Justo no resto do país antes;

5) Eu não sei contar.

6) Olha que bonito esse unicórnio:

Bom, indo ao assunto, vamos dar uma repassada (até porque, eu vou ter que publicar isso no Jornal, e muita gente lá nunca ouviu falar de Jogo Justo):

 

Um tempão atrás, que eu não me lembro quanto tempo, mas faz bastante tempo, acho que mais de dois anos (mas eu posso estar errado), um jovem senhor ficou indignado. Como ele mesmo diz, “administrador e fã de games”, e atualmente, fazendo uma campanha em prol da redução de impostos. De acordo com informações que eu escavei na internet (então eu avisei, se tiver alguma coisa errada, corrijam nos comentários ao invés de só me aporrinhar que tá errado, beleza?) o imposto sobre os jogos digitais no Brasil chega a pouco mais de 70%. A gente sabe que é ridiculamente mais, porque um game de 50 dólares custar 250 reais no lançamento é palhaçada injusto. E o tio Moacyr, injuriado com tamanha puta falta de sanacagem, resolveu “tomar ação” contra o ocorrido. E criou o Projeto Jogo Justo, com o intuito de reduzir a tal carga tributária, o que deveria reduzir de 250 pilas pra 99, num lançamento. Ou seja, ficaríamos com preços aceitáveis, já que se um jogo for comprado no “mercado cinza”, como chamam, vai sair por uns 80 reais + frete, dependendo da cotação do dólar. Então, acho que aí fica “justo”, mesmo, o valor de compra de um game novo (lembrando que isso deveria ser o preço de um lançamento!).

Enfim, continuando: no último sábado dia 29 tivemos o Dia do Jogo Justo, em diversos pontos do país: São Paulo (onde foi a parte principal do evento), Porto Alegre, Belo Horizonte, Recife, Salvador, e Brasília. Em SP, os foi um ciclo de palestras bem completo. Em BH, uma mostra de dispositivos incluindo: Wii, Xbox360, Telejogo (achei que eu e o Rafa Machado éramos os únicos com acesso a um desses funcionando), Atari 2600, SNES, etc. Recife, Salvador e Brasília tiveram treinamentos na SAGA, e aqui (ou ali?) em PoA tivemos uma oficina de desenvolvimento rápido e design de games, com o Maurício Gehling, e outra com o Daniel HDR, ambos professores na Unisinos (a qual cedeu a locação pra realização do evento).
A primeira parte do evento foi a oficina do Maurício, a qual me agradou em grande parte, por dois motivos: primeiro, porque ele falou de uma ferramenta na qual eu já andava interessado há algum tempo, o Game Maker. E segundo, porque a oficina foi extremamente  didática. Ao final das explicações dele, ninguém teve nenhuma dúvida. Ou isso, ou ninguém teve coragem de perguntar… mas acho que não sobraram dúvidas mesmo, como foi o meu caso. Isso fora os exemplos que ele deu de vários games divertidíssimos feitos na plataforma, dentre eles, Super Crate Box, que além de (estupendamente) divertido é de grátis. O exemplo que ele passou, no dia, embora simples, é ótimo pra ajudar a se habituar no ambiente de desenvolvimento do Game Maker.
Sobre a ferramenta em si, o Game Maker é um RAD (não, não que ele seja muito legal, como na gíria dos anos oitenta. RAD  é um acrônimo de “Rapid Application Development”) super simples de usar. Com meia dúzia de tutoriais, tu já pode dizer “olha mãe, eu sei fazer um jogo!”, sem nem entender lhufas de programação (já que eu não curto programação, e ainda assim, consegui mexer). Compreender lógica de programação, no entanto, é extremamente útil pra poder explorar melhor os recursos da ferramenta. O Game Maker também possui duas versões: sua versão básica (“Lite”) é de grátis, como a gente sempre gosta, e a versão Pro tem algumas (muitas) características a mais que ajudam bastante no desenvolvimento de games. Não que a versão Lite seja limitada: dá pra fazer maravilhas com ela. A versão Pro só facilita mais ainda pra fazer essas maravilhas. E outra coisa bem legal: se tu faz um game com a versão Lite, e quer vender o mesmo pra mamãe, pra vovó, ou pra vizinha do outro lado da rua, tá valendo: não precisa nem pagar nada pros donos do software. Então é só alergia.

Guri muito loco

Esse guri não tem relação nenhuma com as palestras do dia, mas eu achei a foto muito engraçada pra deixar passar.

Já a oficina do Daniel foi, pra mim, mais [insira aqui adjetivos sinônimos de revolucionário, que se enquadrem em âmbito pessoal]. Mas não exatamente o que ele passou que foi revolucionário (embora aquela manha que ele ensinou pra bolar fisionomias e naves espaciais completamente fora da casinha tenha me pegado de surpresa, e seja muito eficiente), mas sim pelo fato de que eu não desenhava nada há uns 10 anos. A última vez que eu me lembro de ter sentado pra tentar fazer algum rabisco no papel, eu ainda tava no Ensino Médio. Mas enfim: tão didático quanto o Maurício, o Daniel nos passou desde a base de construção do rosto até alterações e onde pescar as referências pra estas alterações. E aí a gente viu de tudo: perna de gato, cabeça de morcego, cara de papagaio… saíram algumas coisas bem malucas. E ele citou diversas fontes de onde esses “rabiscos” são aplicados, e tudo diretamente relacionado a artes conceituais de games (ele inclusive citou um exemplo ÓTIMO pro contexto que ele tava explicando, das artes conceituais de Metal Gear Solid, que só dão uma idéia do que é pra ser, sem definir excessivamente as características).

Enfim, embora durante o evento não tenhamos conversado muito sobre o Jogo Justo, que era o foco do dia (e na verdade, seria desnecessário, já que pelo que eu vi, todo mundo lá conhecia bem o projeto e a proposta), foi um dia proveitoso. Foi legal juntar o pessoal que curte games junto. A única coisa que eu senti falta foi um “momento confraternização” mais oficial, de juntar o pessoal pra tomar uma meia dúzia de cervejas um refrigerante, falar muita bobagem trocar uma idéia e dar risada, e o pessoal se conhecer melhor. Na finaleira rolou uma “troca de idéias” em um pequeno grupo que ficou por lá, o que também foi bem legal, já que tanto o Maurício quanto o Daniel são ambos muito gente boa. Só foi pena que a maior parte da gurizada acho que ficou meio acanhada, e correram lá pra frente pra esperar pelo pessoal.

Em suma, eu acho que deveriam ocorrer mais “Dias do Jogo Justo”, não só pelas promoções (embora o Moacyr teime em dizer que não é promoção… e tecnicamente, não seria mesmo, pois é o preço que ficaria com a redução e tal), e na verdade, nem tanto por elas, e sim pelo “ajuntamento” da gurizada: eu sempre vou ser a favor de juntar gamers pra se conhecerem, trocar idéias, marcarem churrascos, serem incentivados a fazerem cursos de HQ, falarem bobagem, e etc. Desde que seja um bando que curte as mesmas coisas, fazendo uma coisa diferente, é válido. Até mesmo se a “coisa diferente” for uma Lan Party.

O Jogo Justo: resultado comercial

Tem outro aspecto que eu não pude acompanhar de perto, já que “no RS”, a única loja participante (da qual eu saiba, em todo caso) foi a loja online do Walmart. Então aqui não tivemos as filas que foram vistas nos outros lugares. E provavelmente, não conseguimos comprar já que os servidores da loja foram derrubados.

A recepção do pessoal, por sinal, não somente em relação a isso, mas em relação ao evento como um todo, foi meio dividida. Alguns (e eu vou rotular estes como fanboys, porque pra mim não saber reconhecer falhas é fanboyismo e, além disso, evita que possamos fazer críticas construtivas como a que farei adiante) defenderam ferrenhamente, e outros (que eu vou rotular como trolls porque só reclamar na internet e xingar muito no twister sem sugerir uma maneira de melhorar é pura babaquice) só reclamara, xingaram e espernearam. E eu, qual o meu parecer do Jogo Justo?

Meu parecer é que demorou pra caramba pra render frutos. Mas o importante é que, como eu falei da última vez que falei sobre o Jogo Justo (e na vez em que expressei a minha discordância com o Moacyr por levar uma brincadeira, ou trollada muito a sério, já que estamos na internet), agora renderam estes frutos. Naquele post, eu disse que até então, os gamers, que eram o público-alvo da campanha, não tinham ganhado “porcaria nenhuma”. E agora, sim, foi atingido o primeiro marco, o Jogo Justo (felizmente!) ganhou forma, finalmente. Tem muito o que melhorar, em possíveis futuros Dias do Jogo Justo, é claro, mas não é só apontando defeito que eu vou comentar. Eu critiquei (de forma babaca, embora eu ache que pouca gente entendeu que eu tava sendo babaca de propósito, o nome disso é “humor de insulto”, como fazem Don Rickles e, só pra mostrar como não é novidade, o romano Marcus Valerius Martialis, considerado o primeiro humorista babaca de insultos) a bangú, a critério de debochar da situação que foi levada a sério demais, mas deixei claro que veria no que ia dar. Aliás, eu fiquei bem feliz de saber que o Moacyr e o Gus Lanzetta se acertaram mais tarde, durante o próprio Dia do Jogo Justo, de forma amigável.

Outra coisa que eu ouvi (na verdade, li) bastante recentemente, é quem vai mais ganhar com isso é o Moacyr. É ÓBVIO QUE ELE VAI GANHAR ALGUMA COISA COM ISSO. Ninguém trabalha de graça. E, depois de apresentar o resultado, agora eu posso defender ele com argumentos, ao invés de só “ativar o modo

Voltando ao foco (acho que a frase que eu mais uso durante meus textos é “voltando ao foco”, mania de perder ele a cada 3 segundos): o Jogo Justo teve falhas. Mas não foi só isso. Teve resultados, também. Mostrou que, tendo games a 99 reais, as pessoas VÃO comprar os games. Ou seja, mostraram que todo aquele papo de comparação com o México que o tio Moacyr tá sempre falando não é só patuscada, agora ele tem resultados. Pra apresentar tanto pros gamers, quanto pros políticos.

Mas além disso, tem muito o que melhorar pra um próximo Dia do Jogo Justo. Deixa eu listar o que poderia ter melhorado:

“Lançamentos”: O pessoal anunciou com altos bafafás que eram games de lançamento, e tudo mais. Não que eu esteja reclamando: eu prefiro mil vezes ter a oportunidade de comprar Assassin’s Creed ou Castlevania, dois baita jogaços, do que comprar Black Ops (que me desculpem os que gostaram, mas eu ainda prefiro Modern Warfare 2, por pior que seja), que era mais recente. Todos os games anunciados foram lançados há 4 meses, no último quarter de 2010. Eu sempre avalio como lançamento durante o quarter no qual foi lançado. Mas isso é o “de menas”, o importante mesmo é que foram colocados jogos bons, e recentes, que provavelmente não eram só “sobras de estoque”, como foi falado naquela vez do Bioshock 2.

Quantidade: eu achei, de boa, que foi tosco ter largado só 1 unidade por pessoa. Mas explico, antes de ser linchado: concordo que, pra garantir que todo mundo possa comprar, que seja 1 unidade de cada título por pessoa. Mas foi 1 unidade de qualquer jogo, isso que eu achei xarope… porque eu sou um que queria comprar os dois games, embora tenha acabado comprando nenhum porque tava zerado de créditos.

Variedade: No site do Jogo Justo, anunciaram trocentos títulos, não sei quantas unidades de cada, pra serem vendidos a preços de banana justos (já que só eram “preço de banana” porque aqui é um absurdo de caro mesmo). Eu não entendi a moral, mas pelo que disseram depois, o Moacyr explicou que estes títulos foram reservados para outros dias de evento. Eu não entendi muito bem, e por isso não vou opinar muito, mas acho que teria sido importante deixar isso mais claro pro pessoal com antecedência.

Organização: a organização pecou bastante. Não digo tanto pela parte do Moacyr e seus aliados do próprio Jogo Justo (ou da agora criada Acigames), e sim da parte do pessoal das lojas. Vi (li, na verdade) muitas reclamações do pessoal se atropelando, filas em lojas (as quais não tinham nem uma lista dos jogos, valores e etc pros mais desavisados), falta de organização do Walmart com o website(bem que podiam ter feito um hotsite específico, pra evitar que o site deles saísse do ar), que inclusive chegou ao ponto de pedir pro pessoal não acessar, o que me fez ficar não indignado, mas sim achar graça. Essa falta de infraestrutura, pelo que notei, foi mais “culpa” das lojas, que eu acho que não tavam levando fé que o correrio seria tamanho. Que bom que foi provado o contrário, e que o pessoal fez fila pra comprar os games.

Então, tem algumas sugestões acima. Não acho que só dizer que tava uma porcaria vá ajudar em algo. Até porquê, eu não acho que o dia tenha sido ruim, pelo contrário: acho que foi um primeiro passo importante, satisfatório, e que merece continuação e evolução na próxima edição. Por sinal, expresso aqui minha vontade em colaborar como puder, caso o Moacyr, Maurício ou Daniel venham a ler esse post: tô disposto a ajudar no que puder, num próximo evento do Jogo Justo.

E pra finalizar, agora eu quero ver babaquinha dizendo que no Brasil não tem mercado pra games, ou que é só coisa de criança.

20 pensamentos sobre “Dia do Jogo Justo: Parecer desavergonhadamente atrasado

  1. Imagine o seguinte contexto: tá, no futuro o governo resolve ouvir a gente (improvável) e baixar os impostos dos games e consoles. E aí? As pessoasl realmente vão comprar mais ou vão reclamar pelo fato de os jogos custarem em média 99,00 e não 50,00?? Não podemos esquecer que o Brasil NÃO é um país totalmente civilizado, e que a velha lei de Gerson ainda impera entre nós. Essa é a minha grande preocupação: a de que toda essa campanha do Jogo Justo não surta efeito algum, pois o brasileiro só fica feliz quando está levando vantagem sobre alguém. Para nós, gamers apaixonados, ainda seria ótimo. Mas para o “grande povo”, não “compensaria” pagar 99,00 num jogo que custa 10 reais no camelô (e infelizmente é assim que MUITA gente pensa). O sucesso do Dia do Jogo Justo não pode servir de base para refutar minha teoria, infelizmente, pois se tratou de uma promoção (como você bem disse), e com estoque limitado. Como seria se esse fosse o preço normal? Meu palpite: teria gente reclamando e comprando pirata DO MESMO JEITO. Triste, mas muito provável.

    • Pedro, conversei bastante com o meu irmão já sobre o assunto. E pra te ser bem sincero cara, o pessoal que acharia que não compensaria, continuaria pirateando. O mesmo pessoal que compra DVDs piratas não pensa no valor agregado de extras, de ter uma caixa mais legal, ou até mesmo na honestidade de PAGAR pra quem fez, mesmo que recebam só uma fração do valor. Um DVD pirata chega a custar 3 reais. Na minha cidade, uma locação de DVD custa 5 reais (é, um absurdo), então é óbvio perceber porque preferem comprar os DVDs.
      Mas pega em cidades maiores, como Porto Alegre, São Paulo, todas possuem locadoras com promoções absurdas (a Blockbuster pelo que eu me lembro chega a ter locações por 1 pila), e no caso dos games, eu sei que tem “clubes de locação” em São Paulo pelos quais tu paga tipo uns 50 pilas por mês, e tem direito a manter sempre dois jogos contigo, precisando só “renovar” eles de tempo em tempo (na prática é tipo ligar e avisar que vai ficar mais um tempo com o game). E ainda levam e buscam na tua casa os jogos.

      As opções são MUITAS… mas (não querendo ofender, mas me arriscando a ser interpretado como ofensivo) eu não acho que o João da Silva vá comprar jogos originais. Uma realidade do Brasil é que sempre que aparece alguma coisa, todo mundo quer. Um dos vizinhos da minha casa morava num barraco, e tinha um aparelho de som melhor que o meu. Provavelmente, aquele aparelho de som custou mais do que a própria madeira pra construir o lugar (e eu tô sendo literal: era um aparelho de uns 3 mil reais). E aí tu vai ver, o cara só tinha cd pirateado. Ele não tinha UM cd original que fosse, nem do artista favorito do cara.
      Mas pirataria de música é outro assunto, voltando ao foco, não adianta cara: sempre que vão ter jogos, se tem alguém vendendo por 10 pilas, eles vão comprar por 10 pilas. Sempre vai ter gente que pensa assim.

      O fato é que foi demonstrado que EXISTE mercado. Não adianta só dizer que “ah, tem gente que pirateia, então não adianta”. Tem MUITA gente que pirateia (eu admito que faço, como nesse post aqui no blog da YouGame:) por ser OBRIGADO. Resumindo o meu caso, eu faço porque simplesmente NÃO TENHO como alugar um jogo original. O que me força a ter um videogame desbloqueado pra conseguir jogar alguma coisa. Dos vários jogos que tenho em casa, só uns 3 ou 4 que eu joguei mais do que só até terminar o modo Single Player, e desses 4, 2 eu tenho originais (Mass Effect 1 e 2). Mesmo tendo o videogame desbloqueado.

      Então eu acho que sim, é válido. Olha o exemplo do Starcraft 2 do ano passado: foi pirateado. Mas BEM MENOS do que o normal.

        • É uma nova alternativa para pessoas que se enquadram no seu caso, é verdade. E no fundo meu comentário foi mais amargurado do que eu imaginava, é que realmente esta cultura brasileira do jeitinho me deixa puto. Eu apoio totalmente o Jogo Justo, inclusive participei e comprei Assasin’s Creed. Eu só acho que a gente tem que tentar mudar a cultura do brasileiro antes, para que iniciativas bacanas assim não surtam efeito (pois não acredito que o governo estaria disposto a reduzir os impostos sem que houvesse uma alta significativa nas vendas, “compensando” a perda de receita). Afinal, o cerne da proposta do Jogo Justo é: “Ei governo, olha só, você pode arrecadar o mesmo tanto se vendermos 100 jogos a 50 reais, ao invés de 25 jogos a 200”. O negócio tem que compensar para eles também, senão não faz sentido (para eles, pois para nós faz, claro). E é aí que eu fico com minhas dúvidas. Mas, pensando de forma totalmente egoísta, que se foda… Se eu puder comprar jogos a 50~100 reais, eu vou passar tanto tempo jogando que o governo pode virar ao avesso e explodir, não vou ligar, hehehe.

  2. [TROLL mode ON] Sério que não tem nenhum internauta, gamer, fanboy, fan-boi ou fan-vaca dando piti aqui, chamando o escroto dono do blog de lambe-saco de fulano ou sicrano? Esse blog já foi melhor… [TROLL mode OFF]

    Conforme postei no último post sobre o JJ neste mesmo blog, continuo afirmando que estou cagando baldes pra jogos.
    Mas é inegável que o eventou apresentou resultado e mostrou o outro lado da moeda, o lado dos piratas. Eles demonstraram que estão dispostos a pagar pelos jogos, desde que a carga tributária FÊLADAPUTA seja mais justa.
    Vou torcer pra que tenha mais eventos como esse tal dia do Jogo Justo: dia do Alimento Justo, dia do Remédio Justo e porque não, o dia da Foda Justa?

  3. O dia realmente serviu para provar que existe sim um mercado para não só jogos mas produtos originais em geral, o grande problema é querer cobrar valores absurdos sobre os itens, vejamos agora o que será feito, o que conseguiremos dos governantes.

  4. A grande falha foi em relação às lojas online. Apenas uma para atender todo o Brasil. Muitas pessoas queriam participar, comprar seus games e, com apenas o walmart participando, era impossível. Quem conseguiu comprar algum dos 3 jogos disponíveis pode pendurar ele na parede como troféu.
    Mais lojas vendendo online, com sites específicos, talvez um cadastro prévio de participantes compradores para vender para pessoas que realmente achem que o jogoJusto é um projeto e nao uma megapromoção.
    Em relação às lojas físicas, nada posso falar, pois minha cidade nao teve nenhuma participando.
    O que acho interessante é que, com tantas lojas físicas, só o walmart botou o servidor “na reta”. Cadê o Submarino/Americanas, Shoptime, Ponto Frio, RicardoEletro? por que também não tiveram a coragem de abrir mão de parte ridícula de seus lucros e apoiar o projeto, pois, caso dê certo, essas lojas irão colher os frutos e venderão mais jogos também?

  5. A única coisa que gostaria de acrescentar é que faltou jogos de Wii.Eu particularmente não gosto do PES (e de nenhujm jogo de futebol) e por isso, não aproveitei.Não é só porque existem muitas pessoas que tem o Wii destravado, que não existem pessoas que prefiram comprar o jogo original.Espero que da próxima vez tenha mais títulos de Wii…

  6. AWESOME!!! Você conseguiu unir críticas construtivas, com um texto maravilhoso e simples de se ler. Considero este o melhor artigo, sobre alguém se expressar a respeito do Jogo Justo, sem machucar ou atropelar o ego de alguém. PARABÉNS.

  7. A melhor crítica sobre o jogo justo até agora. Só li matéria de gente lambendo o saco o Moacyr. Ainda bem que ele aceitou uma crítica construtiva.

  8. Concordo com tudo o que foi dito. Infelizmente é impossivel agradar a todos, sempre terá aquele que só reclama, e pelos motivos mais bestas. Aqui em Natal também pudemos ouvir de tudo. Agora vamos torcer para que não precisemos mais ter outro dia do jogo justo e que isso se torne a nossa realidade. =D

  9. Concordo praticamente com tudo… o que achei mais foda foi a quantidade de jogos em cada loja e a cara-de-pau dos vendedores, pelo menos da UZGames do Pátio Paulista. Por lá, o vendedor saiu da loja depois que três, veja bem, TRÊS, caras tinham entrado, falando que o TOTAL de cópias a serem vendidas era de apenas 24 unidades, incluindo aí todos os jogos, e que só era permitido UM jogo por pessoa. Antes dele sair, tinha acabado de sair um cara com os TRÊS jogos de Xbox, sendo que tinha entrado sozinho na loja. A pouca quantidade de jogos dá até pra relevar, já que, em teoria, as lojas estão pagando os impostos desses jogos, mas é inaceitável o vendedor falar que só pode vender um jogo por pessoa, sendo que ele mesmo tinha vendido três pra mesma pessoa. Quando questionado sobre isso, falou que o cara tinha sido inconsequente por ter mostrado o jogo… não seria ELE, o VENDEDOR, o inconsequente de ter vendido “fora das regras”? Como sempre, continuamos nas mãos dos lojistas. Ainda bem que consegui pegar jogos pela Saraiva. E enquanto continuar essa palhaçada, continuarei comprando jogos lá fora.

  10. E eu que nem estou com um videogame no momento, fiz divulgação em blog, twitter, etc do projeto. Pq espero que qdo eu criar vergonha na cara e comprar um PS4(chega do 3, já ta ai faz anos, vai ser que nem qdo eu comprei o ps2, comprei, dois anos saiu o ps3) e poder colher frutos.

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