O dia em que me tornei a Arma.

Onde deveria haver um pátio, agora só há um rombo enorme. Mais alguns passos e vejo que o “buraco”, na verdade, é o pátio que deveria estar no mesmo nível das colunas à esquerda e direita. Ouço a já familiar voz artificial, sintética e impessoal, me avisando da situação: “Ameaça detectada. Opções táticas disponíveis”. Com um breve pensamento e um leve movimento em um dos dedos, desapareço da visão. Recebo a confirmação na mesma voz robótica: “Camuflagem ativada”. Olho para minhas mãos, agora praticamente transparentes, ainda não acostumado completamente a “ficar invisível”. Parece verdade o que dizem sobre “toda tecnologia avançada o suficiente parece magia”. Com um toque, ativo o modo tático do visor, acessando os controles que ficam ocultos ao lado da lente. Começo a observar a área, e logo identifico três alienígenas. “Alienígenas”. Estranho chamar assim seres que, de acordo com o Dr. Hargreave, vêem do fundo do oceano. Mas certamente não parecem humanos, se parecem mais com polvos. Justifica o apelido dado a eles pelos marines. Também identifico logo duas opções táticas ressaltadas pelo sistema de reconhecimento do nanotraje: uma pilha de suprimentos, com munições e granadas, e um local onde é possível flanquear os inimigos, em um trem agora suspenso a cerca de 30 metros de altura. A princípio, penso em subir até o trem, o que deve ser fácil com o nanotraje, e usar o rifle DSG-1 que peguei há pouco junto de um marine ferido, mas logo identifico outros 3 inimigos. Resolvo usar a cabeça, e ir com mais calma.

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Twitter, relações humanas, contato com “famosos” e necessidade de aceitação. E amizade.

Algumas semanas atrás, eu recebi um reply do Carl Manneh (um dos integrantes da equipe da Mojang, que criou Minecraft) no twitter. Durante o feriado do carnaval, eu troquei e-mails com o Notch, criador do Minecraft. Já troquei tweets com a Lisa Foiles, e até recebi um reply do Cliff Bleszinski, da Epic Games. Esse tipo de “contato com gente famosa” sempre dá aquela sensação aconchegante de que se chegou um pouco mais perto de alguém que admiramos, ou a quem temos como referência. Nos casos acima, todos são, direta ou indiretamente, relacionados a games. Mas imagina tu receber um reply de um ator de quem tu é fã, ou até um RT de algum político famoso, como eu já vi acontecer com algumas pessoas?

E é isso que me traz a esse tópico de “relações humanas”. A necessidade (reconhecida por estudos) que temos de receber atenção e aceitação influencia em bastante coisa, mesmo que algumas vezes não percebamos. E sim, percebamos existe, por mais que seja uma daquelas palavras feias pra cacete. Mas mesmo que esta percepção não seja presente o tempo todo, ela influencia nossas ações de forma ubíqua. Faça uma retrospectiva rápida no seu célebro: a probabilidade de que tu já tenha mandado um e-mail, ou até carta(!), pra algum artista, ou programa de TV/Rádio, ou até mesmo um podcast. E se tu tem twitter, me arrisco a dizer que é certo que tu já mandou alguns tweets pra famosos ou “famosos”. Uso a palavra dessa maneira porque tem gente que é famosa, no sentido da palavra, tipo o Obama, o Schwarzenegger, o Lula. E tem os “famosos”, que são pessoas de destaque. Qualquer gamer entusiasta de verdade conhece nomes como Tim Schafer, Cliff Bleszinski, Hideo Kojima, American McGee, Clive Barker, Keiji Inafune, Shigeru Miyamoto, Shinji Mikami, Mike Morhaime, Bobby Kotick, dentre outros. Minha mãe não conhece eles. Minha mãe também não conhece Quentin Tarantino, Tim Burton, Akira Kurosawa, George Lucas, Steven Spielberg, Sergio Leone. Cada nicho tem seus grandes. Ora, até a blogosfera tem suas caras tarimbadas, gente famosa como o Cardoso, o Izzy Nobre, e eu.

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Passeios com a família

Como não é só de tecnologia que eu gosto de falar, mas também de fazer paralelos com a mesma baseado nas minhas experiências de vida, e como o assunto tá minha cabeça devido ao recente passeio com a minha família pra ver Enrolados, eu resolvi encher lingüiça falar sobre o tópico. E quem me vê falando “minhas experiências de vida” deve achar que eu sou velho. Mas foda-se, não preciso ter 72 anos pra refletir sobre a vida.