O dia em que me tornei a Arma.

Onde deveria haver um pátio, agora só há um rombo enorme. Mais alguns passos e vejo que o “buraco”, na verdade, é o pátio que deveria estar no mesmo nível das colunas à esquerda e direita. Ouço a já familiar voz artificial, sintética e impessoal, me avisando da situação: “Ameaça detectada. Opções táticas disponíveis”. Com um breve pensamento e um leve movimento em um dos dedos, desapareço da visão. Recebo a confirmação na mesma voz robótica: “Camuflagem ativada”. Olho para minhas mãos, agora praticamente transparentes, ainda não acostumado completamente a “ficar invisível”. Parece verdade o que dizem sobre “toda tecnologia avançada o suficiente parece magia”. Com um toque, ativo o modo tático do visor, acessando os controles que ficam ocultos ao lado da lente. Começo a observar a área, e logo identifico três alienígenas. “Alienígenas”. Estranho chamar assim seres que, de acordo com o Dr. Hargreave, vêem do fundo do oceano. Mas certamente não parecem humanos, se parecem mais com polvos. Justifica o apelido dado a eles pelos marines. Também identifico logo duas opções táticas ressaltadas pelo sistema de reconhecimento do nanotraje: uma pilha de suprimentos, com munições e granadas, e um local onde é possível flanquear os inimigos, em um trem agora suspenso a cerca de 30 metros de altura. A princípio, penso em subir até o trem, o que deve ser fácil com o nanotraje, e usar o rifle DSG-1 que peguei há pouco junto de um marine ferido, mas logo identifico outros 3 inimigos. Resolvo usar a cabeça, e ir com mais calma.

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